Eleições 2026 no RN: o que as pesquisas indicam para o 1º turno e qual a chance de cada cenário

Política outubro 2026

Principais insights desta análise.

O Agregador de Pesquisas Insppe reuniu 81 pesquisas presenciais registradas no TSE e simulou 100 mil vezes a eleição para governador do Rio Grande do Norte.

Neste domingo, 4 de outubro, os potiguares vão às urnas no 1º turno das Eleições Gerais. Na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte, uma pergunta domina as conversas: a eleição será decidida já no domingo ou haverá 2º turno? E, se houver, quem enfrenta quem?

Para responder com rigor estatístico, o Instituto Potiguar de Pesquisas Estatísticas (Insppe) desenvolveu o Agregador de Pesquisas Insppe, o primeiro do Rio Grande do Norte. Ele reúne de forma sistemática as pesquisas eleitorais presenciais registradas no TSE e as transforma em estimativas e probabilidades. Neste post, explicamos o que os dados mostram e como chegamos a esses números.

Por que agregar pesquisas?

Nenhuma pesquisa, sozinha, retrata perfeitamente o eleitorado. Cada levantamento tem sua amostra, seu período de campo e sua metodologia, e por isso os resultados oscilam de um instituto para outro. O agregador combina essas pesquisas para separar o que é tendência real do que é ruído.

Ao todo, foram analisadas 81 pesquisas presenciais de 21 institutos, registradas no TSE desde março de 2026. Cada pesquisa recebe um peso que considera dois fatores: a atualidade, porque pesquisas mais recentes pesam mais, e a precisão, porque amostras maiores e com menor margem de erro também pesam mais. A partir daí, construímos uma curva de tendência para cada candidato ao longo do tempo.

A curva mostra um movimento claro na reta final: Cadu de Lula cresceu de forma consistente desde agosto e ultrapassou Álvaro Dias, que se manteve estável ou em leve queda. Allyson Bezerra segue na liderança.

O resultado esperado para o 1º turno

No último ponto da curva, a estimativa em votos totais é:

  • Allyson Bezerra (União Brasil): 37,4%
  • Cadu de Lula (PT): 25,5%
  • Álvaro Dias (PL): 22,6%
  • Outros candidatos: 1,5%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 6,6%
  • Não sabe/Não respondeu: 6,4%

A margem de erro média das pesquisas agregadas é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Nos votos válidos, que é como a Justiça Eleitoral conta o resultado, excluindo brancos, nulos e indecisos, Allyson Bezerra aparece com 43,2%, Cadu de Lula com 29,1% e Álvaro Dias com 25,9%. Para vencer no 1º turno, um candidato precisa de mais de 50% dos votos válidos.

Haverá 2º turno? As probabilidades

Saber quem lidera é só parte da resposta. O mais importante é medir a incerteza. Para isso, o modelo do Insppe simulou a eleição 100 mil vezes. Cada simulação leva em conta a tendência recente das pesquisas, as diferenças sistemáticas entre institutos e o erro histórico das pesquisas eleitorais no Brasil.

O resultado mostra três cenários possíveis:

  • 2º turno entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula: 68,3%
  • 2º turno entre Allyson Bezerra e Álvaro Dias: 20,3%
  • Vitória de Allyson Bezerra no 1º turno: 11,4%

Em outras palavras, em 89 de cada 100 eleições simuladas, a disputa vai para o 2º turno, e o confronto mais provável é entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula.

O papel dos indecisos

Parte da incerteza está nos 6,4% de eleitores que ainda não sabem ou não responderam em quem vão votar. O resultado esperado supõe que eles votem do mesmo jeito que os eleitores já decididos. Se o comportamento deles for diferente, o cenário muda.

Mesmo que todos os indecisos votassem em Allyson Bezerra, ele chegaria a cerca de 46,9% dos válidos, ainda abaixo dos 50%. Por isso, uma vitória no 1º turno só aconteceria se as pesquisas estiverem subestimando o voto dele. Na disputa pela segunda vaga, Cadu de Lula está à frente: para Álvaro Dias passar, precisaria de uma fatia dos indecisos 44 pontos maior que a de Cadu.

Um produto pioneiro no Rio Grande do Norte

Agregadores e modelos probabilísticos são referência na cobertura eleitoral de grandes veículos internacionais, mas ainda são raros no Brasil, sobretudo em disputas estaduais. Com o Agregador de Pesquisas Insppe, o Rio Grande do Norte passa a contar com uma ferramenta estatística independente e transparente. Ela é atualizada continuamente e foi desenvolvida por especialistas potiguares.

O agregador integra o ecossistema de inteligência de dados do Insppe, ao lado do Observatório Eleitoral do RN, e reflete a nossa convicção: suas decisões são tão boas quanto seus dados.


Nota metodológica: Este conteúdo é uma análise estatística baseada em pesquisas eleitorais presenciais registradas no TSE. Não se trata de pesquisa eleitoral, e as probabilidades não são previsões certas: cenários menos prováveis podem acontecer. Fonte: pesquisas registradas no TSE (2026). Elaboração: Instituto Potiguar de Pesquisas Estatísticas (Insppe).

Outras análises relacionadas